sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Paris: poluição do ar condiciona circulação automóvel pelo terceiro dia consecutivo

Natal em Braga. Foto de La Salette Marques 8dez2016.
  • 5ª feira, 8 de dezembro: Celtejo continua a poluir o Tejo. Imagens vídeo de Arlindo Consolado Marques, na margem direita do Tejo, freguesia de Ortiga, concelho de Mação.
  • Poluição do ar em Paris: terceiro dia consecutivo com circulação automóvel alternada. Le Nouvel Observateur.
  • A Wildlands League está a processar a De Beers Canada, acusando a produtora de diamantes de não reportar níveis tóxicos de mercúrio e metilmercúrio na sua mina de diamantes Victor, no norte do Ontário. Reuters.
  • A Nação Navajo está a processar o governo dos EUA e a exigir indemnizações no valor de 159 milhões de dólares por danos e ferimentos causados por um derrame da Gold King Mine em agosto de 2015, que vazou milhões de galões de resíduos tóxicos ao longo do rio San Juan, em território da tribo. A Nação Navajo exige ainda ser ressarcida em 3,2 milhões por despesas já feitas e comprovadas junto do ministério do Ambiente. RT.
  • Este guia revela e explica todas as estratégias até agora usadas pela Monsanto para pressionar tudo e todos com vista a poder impor as suas sementes transgénicas e os seus herbicidas. O guia inclui inúmeros exemplos sobejamente comprovados. Via Corporate Europe Observatory.

Reflexão – Novo sistema de comércio de emissões vai beneficiar indústrias poluidoras

Covas do Monte. Foto de Carlos Poças.

Uma reforma do sistema de comércio de licenças de emissões da UE, que vai ser votada pelo Parlamento Europeu na próxima semana, poderá permitir a atribuição de mais de 230 mil milhões de euros em subsídios às indústrias poluidoras, conclui um relatório do Corporate Europe Observatory.

O relatório revela que alguns dos maiores poluidores da UE estão a exercer enorme pressão para receberem subsídios de 230 biliões de euros entre 2021 e 2030. Não foi por acaso que os comissários do Clima e Energia se reuniram com lobistas de negócios sete vezes mais do que com grupos de interesse público para discutir o futuro do maior esquema de comércio de emissões de gases de efeito estufa do mundo, diz o relatório. 
Estas pressões, lideradas pela gigante petrolífera Shell, pela siderúrgica ArcelorMittal e pela associação europeia da indústria siderúrgica Eurofer, traduziram-se num volume de licenças de emissão livres no valor de mais de € 175 biliões. Além disso, as energéticas estão a pressionar no sentido de obterem um esquema que compense a subida de preços da eletricidade causada pelo comércio de emissões - o custo total desses subsídios poderá atingir 58 biliões de euros adicionais, acrescenta o documento. Tudo orquestrado para favorecer o aumento substancial dos lucros dos poluidores, com evidentes prejuíozos para os cidadãos que terão que pagar a fatura, denuncia Oscar Reyes, coautor do relatório. Via EDIE.

Bico calado

Ricardo Araújo Pereira  in Até que o vós me doa - Visão 8dez2016.
  • Já agora, quando é que ousareis, ó mui brilhante RAP, abordar o famigerado «tu» abusado para substituir a conjugação reflexa? O futebolês do mais sórdido balneário ao mais elevado painel abusa do «tu» e ninguém se queixa? «Tu jogas», «tu fazes», tu falas» já tresanda a colonização inglesa do «you».
  • «Estes canais de informação não foram manifestamente planificados pela administração pública, cada um tendo nascido pela simples vontade dos seus promotores que quase sempre foram as televisões generalistas já existentes. Sem que verdadeiros cadernos de encargos lhes tenham sido impostos. O que faz que estas pseudo-televisões de informação pouco mais são do que meras redifusoras de sequências preparadas para os jornais das generalistas. Às quais se acrescentam numerosas emissões de paleio, quase sempre com os mesmos “comentadores” que falam de tudo e de nada, e de muitos aspetos da atualidade sobre os quais são claramente incompetentes. Passando alegremente da política nacional para a internacional, da economia para o desporto, quando não da cultura para a gastronomia!…» JM Nobre-Correia  in A desoladora anarquia televisiva 2.3
  • Os agentes da Patrulha de Fronteira dos EUA adotaram estratégias desumanas contra imigrantes indocumentados que atravessam a fronteira entre os EUA e o México, denuncia o grupo «No More Deaths/No más muretes». Os agentes perseguem e dispersam imigrantes indocumentados em terrenos hostis numa estratégia que deixa muitas pessoas feridas, mortas ou perdidas, transformando os desertos do sudoeste do país em um vasto cemitério de desaparecidos, diz o grupo. Via Press TV.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Maçarico: cinco dias da Islândia à Guiné sem parar

Imagem captada aqui.
  • O maçarico faz 6.000 Km sobre o oceano sem consumir qualquer alimento e sem beber água. Trata-se de uma «ponte muito estreita a que chamamos quase uma autoestrada entre o Ártico e as zonas tropicais, nos Bijagós», arquipélago da Guiné-Bissau, pormenoriza José Alves, do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro. O Maçarico, também conhecido em Portugal como Maçarico Galego (Numenius phaeopus) reproduz-se na Islândia, onde passa três meses por ano e faz depois o voo direto para as ilhas Bijagós, na Guiné-Bissau, onde passa sete a oito meses - quando na Europa é inverno. DN.
  • Paris proibiu a circulação dos veículos com matrícula impar na terça-feira e, na quarta-feira, os veículos com matrícula par. Por causa dos elevados índices de poluição do ar. The Guardian.
  • Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu tudo fazer para facilitar o avanço do famigerado oleoduto Keystone XL. A sua intenção poderá, no entanto, não ser fácil de concretizar porque tem muitos conflitos de interesses. Só na TransCanada Pipelines Ltd, a dona daquele oleoduto, ele tem 250 mil dólares em ações. Mais: ele tem interesses, por exemplo, nas seguintes petrolíferas: TransCanada Pipelines Ltd., Halliburton Company, Anadarko Petroleum Corporation, Kinder Morgan Inc., Chevron Corporation, Devon Energy Corporation, ExxonMobil, Occidental Petroleum Corporation, and TransOcean Ltd. EnviroNews.
  • Um oleoduto da Belle Fourche Pipeline Co., do grupo True Companies of Wyoming, foi encerrado na sequência de um derrame de combustível a 16 milhas de Belfield, tendo contaminado a  Ash Coulee Creek, no estado do Dakota do Norte. Inforum.

Reflexão – Empresas suíças exportam combustível poluente para África ocidental


Cinco países africanos, - Benin, Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Togo -, vão deixar de importar combustíveis poluentes da Europa. Tudo porque descobriram que empresas suíças estavam a abusar da sua legislação condescendente para exportar combustíveis com índices elevados de enxofre. BBC.

A suíça Public Eye investigou

Depois de analisar amostras de combustíveis de 8 países, - Angola, Benin, República do Congo, Costa do Marfim, Gana, Mali, Senegal e Zâmbia -, descobriu que mais de 2/3 das amostras de gasóleo tinham, em média, um índice de enxofre 150 vezes superior aos limites legalmente estabelecidos na Europa, para além de outros aditivos tóxicos.

Descobriu também que cerca de 50% desses combustíveis eram exportados a partir de Amesterdão e Roterdão, na Holanda, e de Antuérpia, na Bélgica, sendo outra parte proveniente de Houston, nos EUA.

Verificou também que os petroleiros provenientes do triângulo Amesterdão-Roterdão-Antuérpia manipulavam os combustíveis no alto mar, geralmente ao largo de Lomé (Togo) e de Lagos (Nigéria).

Registou também o rasto das principais empresas responsáveis por este negócio: a Trafigura (via Puma, Pumangol, Gazelle, UBI), Vitol (Vivo Energy com a marca Shell), Addax & Oryx Group (Oryx) e Lynx Energy (X-Oil). E ainda o rasto da Litasco, - do grupo russo Lukoil, sediada em Geneva, Suíça -, da Sahara Energy, da Delaney Petroleum, - sediada no paraíso fiscal das Ilhas Virgens mas a operar a partir dos Emiratos Árabes Unidos -, da Quarhess Trading, da Mercuria, da Glencore e da Gunvor. E até mesmo da BP e da Total. 

Mão pesada

A Slawson Exploration Company foi multada em 2,1 milhões de dólares por poluir o ar na reserva índia de Fort Berthold, no Dakota do Norte. EPA.

Bico calado

  • «Confrontado durante 50 minutos a dois diretores adjuntos da informação, assistimos a uma entrevista dececionante. Uma entrevista largamente desperdiçada em que um diretor adjunto, (…) um debutante de idade madura armado em sabichão, interrompendo constantemente o entrevistado, incapaz de uma qualidade indispensável para um entrevistador: saber ouvir o que o entrevistado tem para dizer. Ao lado do debutante manifestamente incompetente em matéria audiovisual, outro diretor adjunto mais ponderado, menos intempestivo, mas a quem só os possíveis conflitos interessavam. Conflitos possíveis entre o governo e os seus aliados parlamentares da esquerda. Conflitos provavelmente camuflados com o líder do maior partido de oposição. Conflito potencial enfim com o presidente da República. Tradução de uma certa conceção do jornalismo em que os seus profissionais procuram absolutamente trazer à luz do dia rivalidades, confrontações, se possível desencadeando-as. Cinquenta minutos depois, nada de bem substancial ficou da entrevista com o primeiro-ministro. Porque não era essa a preocupação dos diretores adjuntos. E muito menos era preocupação deles procurar fazer melhor compreender aos cidadãos como vai o governo da Nação : seria aliás pedir de mais a entrevistadores que procuravam “show” e “scoops”. JM Nobre-Correia in Uma entrevista desperdiçada
  • A Comissão Europeia multou os bancos HSBC, JPMorgan Chase e Crédit Agricole em 485 milhões de euros por cartelização nas taxas de juros interbancárias para produtos derivados. Abril.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O rio Nabão continua refém de irregularidades

Imagem captada aqui.
  • O rio Nabão continua a ser alvo de sucessivos atentados ambientais, principalmente com a a chegada das chuvas intensas, apresentando as suas águas uma tonalidade escura, com espuma e um cheio nauseabundo. Tudo aponta para descargas provenientes da ETAR de Sabacheira. Este equipamento não está a tratar devidamente os esgotos de Ourém e é Tomar que acaba por sofrer com essa insuficiência. Rádio Hertz.
  • Uma estação de tratamento de resíduos «normais» e perigosos foi palco de um incêndio que durou várias horas e cobriu os céus de Merseyside de espesso fumo negro. O presidente da autarquia local já veio criticar a oposição por esta ter exagerado a situação e alarmado a cidade com um alegado «desastre ambiental». Situada em Prescot, no município de  Knowsley, a infraestrutura custou 8,5 milhões de libras, foi inaugurada em 2013 e é gerida pela alemã Remondis.
  • John Bolenbaugh, ex-funcionário do setor petrolífero, que investiu as suas economias documentando derrames de petróleo, explica aqui os perigos dos oleodutos e por que eles são projetados para falhar. As petrolíferas lucram com as seguradoras que lhes pagam para limpar as suas próprias asneiras.
  • Os 14 pontos da política energética de Trump: (1) Romper o acordo de Paris, (2) Aumentar o a extração federal de petróleo e gás natural, (3) Levantar a moratória da extração de carvão, (4) Dar aos estados maior poder de decisão sobre concessões de energia em territórios federais, (5) Acelerar as aprovações dos terminais de exportação de GNL, (6) Eliminar o Plano de Energia Limpa, (7) Reconsiderar o «endangerment finding», (8) Avançar com os oleodutos, (9) Analisar exaustivamente o impacto ambiental da energia eólica, (10) Reduzir os subsídios à energia, (11) Alterar o Padrão de Combustível Renovável, (12) Rever a definição de Obama de «águas dos Estados Unidos», (13) Abarndar os padrões federais de economia de combustível e (14) Acabar com o uso do custo social do carbono nas regras federais.

Reflexão: quem lê o Ambiente Ondas3 e quais as preferências?

Imagem captada aqui.

No Ambiente Ondas3, os três textos mais populares dos últimos oito dias foram, segundo a Google Analytics:


Durante o mesmo período, as visitas vieram dos seguintes países, por ordem decrescente: Portugal, Brasil, EUA, França, Canadá, Reino Unido, Japão, Espanha, 
Suíça e Alemanha.

Ainda durante este período, a proveniência, também por ordem decrescente, dos leitores de língua portuguesa foi a seguinte: Espinho, Porto, Lisboa, Coimbra, Ponta Delgada, São Paulo, Entroncamento, Nantes e Amadora.

Mão pesada

A Apple Inc. foi multada em 450 mil dólares por não ter comunicado ao ministério do Ambiente, em devido tempo, a implantação de duas estações de tratamento de lixo eletrónico e de não ter tomado precauções para impedir a contaminação da vizinhança com poeiras perigosas. Reuters.

Bico calado

Marco Gargiulo/2016 Best of Nature competition/SINWP
  • «[Em 5 de dezembro de 2016] Wes Clark Jr pôs um joelho no chão e pediu, em nome de todos os veteranos de guerra ali reunidos, perdão pelos crimes de genocídio e de guerra cometidos pelos militares norte-americanos contra as nações tribais dos EUA. Leksi Leonard Crow Dog, em nome das tribos presentes, aceitou o pedido de perdão e pediu perdão por qualquer dor que pode ter sido causada em 25 de junho de 1876 quando a Grande Nação Sioux derrotou a 7ª Cavalaria. A última coisa que disse aos veteranos foi: “... e hoje nós perdoamos e pedimos paz mundial”. Os veteranos responderam a uma só voz, “PAZ MUNDIAL!”» John Eagle Sr. Mais pormenores.
  • Uma falsa embaixada norte-americana emitiu, durante uma década, falsos passaportes, cobrando 6 mil dólares por cada um, admite a própria administração Obama.
  • «José Eduardo dos Santos vai abandonar o poder e indicou, à boa maneira do autoritarismo mexicano, através do dedazo, o seu sucessor, sem passar por qualquer processo público e transparente de escolha.» Rui Verde in A reforma do ditadorMaka Angola.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Almaraz: Ministro do Ambiente exige, pela terceira vez, reunião de emergência

The Asahi Shimbun/The Asahi Shimbun via Getty Image
  • O ministério do Ambiente português acusa a Espanha de, ao autorizar a construção de um novo armazém de combustíveis radiativos utilizados na central nuclear de Almaraz, não ter avaliado os impactes ambientais transfronteiriços desse aterro radioativo. Por isso, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, escreveu uma nova carta à homóloga espanhola, Isabel Garcia Terejina, insistindo pela terceira vez na marcação de uma reunião com a maior urgência. Expresso.
  • Encontro Técnico - Sistema de aproveitamento de águas pluviais em edifícios para fins não potáveis. Ordem dos Engenheiros, 3ª feira, 13 dezembro, 14h30-17h30 - Rua Rodrigues Sampaio, 123 – Porto.
  • Paris vai instalar centenas de ecopontos públicos para aumentar o nível de reciclagem por parte das populações que vivem em blocos de apartamentos. Como muitos edifícios não têm espaço para essas caixas, ou eles se enchem mais rapidamente do que podem ser recolhidos, uma quantidade considerável de material reciclável acaba em incineradores ou aterros sanitários. Reuters.
  • A circulação de veículos a diesel vai ser proibida até 2025 nas cidades de Paris, México, Madrid e Atenas. Clean Technica.
  • As autoridades norte-americanas negaram a autorização para a construção de um oleoduto no estado de Dacota do Norte contestado por indígenas e por ecologistas, que protestaram durante meses contra a obra. O projeto previa que o oleoduto, denominado Dakota Access, atravessasse o rio Missuri e o lago artificial Oahe, fontes de água potável para a tribo Standing Rock Sioux. Diário Digital/Lusa. Entretanto, a dona do projeto, a Energy Transfer Partners, já veio dizer que «o filme» é muito bonito, mas vai avançar na mesma com o oleoduto.
  • A Nação Cherokee está a processar o governo dos EUA e 7 agências alegando má administração e falta de transparência sobre o fundo fiduciário da tribo. Assinado em 1785, o tratado que assinou com o governo dos EUA definiu os limites da Nação Cherokee, mas como mais de 40 outros tratados que a nação assinou com o governo, nunca foi honrado, uma vez que o governo federal tomou controle exclusivo sobre os recursos da nação e nunca mostrou à Nação Cherokee os valores explorados em termos de madeira e de carvão. RT.
  • A fábrica de produtos químicos da DOW em Plaquemine, Louisiana, foi evacuada na sequência de uma fuga de cloroWBRZ.

Reflexão – A Nação Índia vai ser mais uma vez enganada e espoliada?

Imagem captada aqui.

Conselheiros de Trump pretendem privatizar terras de tribos índias ricas em petróleo e carvão.
«Devíamos retirar as terras tribais do domínio público», afirmou Markwayne Mullin, um representante republicano de Oklahoma e membro dos Cherokee que co-preside à Coligação de Assuntos Nativos Americanos de Trump.
Esta ideia, que sintoniza com o plano de Trump de liberalizar a produção de energia, pode provocar enormes divisões na Nação Índia, uma vez que não há consenso quanto ao equilíbrio entre desenvolvimento e conservação. 
A desregulamentação da extração de gás e petróleo representa para muitos índios uma violação da cultura e da auto-determinação tribal. 
«Os nossos líderes espirituais opõem-se à privatização das nossas terras, o que significa a comoditização da natureza, da água e do ar que consideramos sagrada», disse Tom Goldtooth, membro das tribos Navajo e Dakota que dirige a Indigenous Environmental Network

«A privatização tem sido a meta desde a colonização - para roubar a soberania à Nação Índia»,
acrescenta Goldtooth.
A Nação Índia poderia beneficiar imenso da exploração dos recursos no seu subsolo. O Conselho de Tribos de Recursos Energéticos, um consórcio tribal de energia, calculou em 2009 que os recursos energéticos índios valiam cerca de US $ 1,5 trilião, e, em 2008, o Bureau of Indian Affairs garantiu que os territórios índios continham cerca de 20% das reservas de petróleo e gás inexploradas nos EUA. A desregulamentação poderia beneficiar petrolíferas privadas como a Devon Energy Corp, a Occidental Petroleum e a BP, que têm tentado negociar concessões em terras índias.
A equipa de transição de Trump encomendou à Coligação de Assuntos Nativos Americanos a elaboração de uma lista de propostas para orientar a sua política índia em questões que vão desde a energia aos cuidados de saúde e educação. Mas os líderes desta equipa são abertamente adeptos das perfurações. Pelo menos três dos quatro membros da direção têm ligações à indústria do petróleo. 
Mullin recebeu cerca de 8% cento do financiamento da sua campanha de empresas de energia, enquanto a co-presidente Sharon Clahchischilliage, - uma Representante republicana eleita pelo Novo México e membro da tribo Navajo - recebeu cerca de 15% de empresas de energia para a sua campanha. Swimmer é parceira de um fundo de investimento para índios que investiu imenso em companhias de petróleo e gás, nomeadamente a Energy Transfer Partners, a dona do oleoduto alvo de protestos no Dakota do Norte. O outro líder, Eddie Tullkis, ex-diretor do Poarch Band of Creek Indians, no Alabama, está envolvido no jogo de casinos.

Várias tribos, incluindo a Crow Nation, em Montana, e o Southern Ute, no Colorado, assinaram acordos de mineração e perfuração que geram receitas que financiam programas de saúde, educação e infraestruturas. Mas uma imensa teia burocrática controla todas as tentativas para arrendar, hipotecar, minar ou perfurar, o que, dizem os críticos, apenas contribui para manter as tribos pobres.

 A lei de Dawes, de 1887, ofereceu aos Índios parcelas de terreno privado para eles poderem ser considerados cidadãos norte-americanos. «A privatização de terras índias durante os anos 1880s foi um dos maiores erros da política federal índia», considera Kevin Washburn, membro da Nação Chichasaw. O Congresso adotou, em 1953, a política da «Termination» para facilitar a assimilação dos Índios na sociedade norte-americana. E assim se retiraram mais de 10 mil Km2 de terras ao controlo das tribos e 12 mil Índios perderam a sua identidade tribal.

Bico calado

Carriagem, Aljezur. Foto de Manuel MariaLeite.
  • A CITRI, empresa que importou resíduos suspeitos de Itália, pertence ao ex-secretário de Estado do Ambiente do PSD, Pedro Afonso Paulo. RTP.
  • O centro de distribuição da Amazon, nos arredores de Glasgow, é acusado de impor condições de trabalho desumanas. A denúncia é do insuspeito diário britânico Daily Mail
  • «Ora, ao levar a sério esses procedimentos, ao não "facilitar", as autoridades aeroportuárias da Terceira deram apenas mostras de grande sentido de responsabilidade e profissionalismo. Imagino que seria "o bom e o bonito" se acaso, numa falha em matéria de controlo de segurança, alguém suspeito se tivesse escapulido... E, confesso, apeteceu-me responder a um preconceituoso passageiro americano, que passou muito nas televisões, que ter passaporte americano não é sinónimo de não se ser um criminoso e que, em matéria de "racial profiling" em aeroportos, em particular no que respeita a não praticar discriminação contra "pessoas com cor indiana", não recebemos lições dos EUA. Até o nosso primeiro-ministro tem essa cor...» Francisco Seixas da Costa in Ainda as Lajes.
  • «Recordo que tudo começou com a polémica dos ordenados milionários da nova gestão da Caixa e se agravou com a recusa do Presidente, António Domingues, e da nova equipa de gestão CGD em mostrar a declaração de rendimentos. Que gente tão envergonhada. Nos dias de hoje, todos revelam tudo, há redes sociais para isso. Ao menos uma “selfie” do Domingues com a sua declaração de rendimentos tirada na casa de banho em frente ao espelho. A culpa disto é bem capaz de ser dos salários.» João Quadros, in Uma Caixa vaziaJNegócios 2dez2016.
  • «O Primeiro-Ministro acabou de dar uma entrevista à televisão pública. Na RTP3, segue-se um programa de comentário à entrevista. O programa tem uma moderadora, Ana Lourenço, e quatro comentadores. Dos quatro comentadores, três são apoiantes da Direita e notórios opositores do actual Governo – David Dinis, Helena Garrido e José Manuel Fernandes – e o quarto, João Garcia, trabalhou durante décadas no grupo Impresa, de Francisco Pinto Balsemão. Ou seja, na televisão pública, o painel de comentadores da entrevista do Primeiro-Ministro é hegemonicamente composto por pessoas que se opõem ao Primeiro-MinistroUma Página Numa Rede Social 5dez2016.
  • Os adjetivos são uma ameaça de bomba no jornalismo, João Paulo Guerra – O fio da meada, RTP 2dez2016.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Energia a partir do carvão só até 2030

Talasnal.
  • O Ministro do Ambiente afirmou que as centrais de produção de energia portuguesa vão deixar de utilizar carvão até 2030, num esforço que vai começar já no próximo ano.
  • A Secretaria da Agricultura e Pescas da Madeira vai adquirir enxames aos Açores, para os entregar aos apicultores que, devido a doença ou aos incêndios, perderam os que tinham. DN Funchal.
  • O despejo sistemático de resíduos em Rolestown, Co Dublin, está sendo investigado após a descoberta de dezenas de toneladas do inertes de construção terem sido detetadas junto de casas abandonadas. Os vizinhos dizem que algumas destas casas foram comprados após alteração no zonamento que permitiu a reconstrução, tudo antes da depressão. The Irish Times.
  • Cerca de metade das 40 fábricas de produtos químicos no Texas estão localizadas dentro de uma meia milha de uma escola, conclui investigação da CSB. Via Ensia.

Mão pesada

O Corvo visto das Flores. Foto de Graça Quaresma.
  • A Slawson Exploration Co. foi multada em 2,1 milhões de dólares por poluir o ar na reserva índia de Fort Berthold. A empresa foi ainda intimada a investir 4,1 milhões na melhoria dos seus sistemas. EPA.
  • A S.P.D. Monte Real S.L. e a TRANSEXCADE S.L. foram multadas em 15 mil euros por despejo de inertes de construção em local inadequado. Ecologistas en Acción.
  • A Carnival Princess foi multada em 40 milhões de dólares por um dos seus navios de cruzeiro ter despejado ilegalmente efluentes no mar. Reuters.

Bico calado

Imagem apanhada aqui.
  • PC Porto? A SIC anda mesmo muito desnorteada.
  • Cristiano Ronaldo terá usado até 2014 uma empresa offshore nas Ilhas Virgens para sonegar milhões de euros em impostos, afirmou a revista alemã Der Spiegel. Segundo a revista, Cristiano Ronaldo teria utilizado uma empresa fictícia das Ilhas Virgens para ocultar receitas internacionais por publicidade no valor de 75 milhões de euros.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

EUA eliminam três barragens

Serra da Freita, entre o Merejal e Provisende. Foto de Nuno Coelho.
  • O recente pacote legislativo energético aprovado pela União Europeia poderá ter sido aprovado para mostrar que a atribuição de subsídios ao carvão será mais difícil daqui para o futuro. Mas há quem veja buracos na lei que permitirão aos estados-membros utilizar mecanismos de capacidade, isto é, pagamentos a empresas de energia que de outra forma não seriam rentáveis mas são necessárias para fornecerem capacidade de reserva, e não impede que o dinheiro vá para as usinas de carvãoEurActiv.
  • capacidade dos gasodutos dos EUA para as exportações de gás natural para o México expandiu-se rapidamente nos últimos anos, satisfazendo especialmente o nordeste e o centro do México. A nova capacidade projetada para ser concluída nos próximos anos ajudará a abastecer o noroeste do México. EIA.
  • Três barragens vão ser demolidas no oeste americano. Orçado em 50 milhões de dólares, o projeto pretende devolver os rios ao seu estado natural dentro dos próximos 10 anos. A primeira será no rio Naches, afluente do Yakima, que corre para o Columbia. A segunda será num afluente do rio Ventura. A terceira, - de facto uma série de pequenas barragens -, será na bacia hidrográfica do Rogue. National Geographic.
  • O Parlamento Paraná aprovou a proibição de operações de fraturação hidráulica no seu território, pelo menos durante 10 anos. NFB.

Mão pesada

A Nebraska Railcar Cleaning Services, LLC, de Omaha, Nebrasca, foi intimada a identificar, gerir e tratar resíduos potencialmente perigosos. O incumprimento da deliberação judicial poderá resultar em multa diária de 14 mil euros. EPA.

Bico calado

Foto de Johan Kloppers. Imagem captada aqui.
  • Foi a CIA que lançou as sementes do ISIS, garante Julian Assange na cerimónia da publicação de mais 500 mil documentos secretos até agora classificados. Tudo começou em 1979, quando a CIA, com a parceria da Arábia Saudita, injetou biliões de dólares para armar os Mujahideens no Afeganistão para encurralar a União Soviética, o que acabou gerando a al-Qaeda. Red Ice.
  • O fotojornalista canadiano Ed Ou foi interrogado e detido na fronteira quando regressava de uma reportagem aos protestos contra o oleoduto Dakota Access. CBC.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Sonda regista níveis de radioatividade

Serra da Freita. Foto de António Almeida 26nov2016.
  • O Ministério do Ambiente proibiu a empresa responsável (CITRI) pela importação de resíduos provenientes de Itália de depositar esses resíduos em aterro. O não cumprimento das determinações do Ministério poderá constituir contraordenação grave. Tudo porque as análises laboratoriais levadas a cabo a amostras recolhidas naqueles resíduos suscitam dúvidas, em especial no parâmetro relativo ao Carbono Orgânico Dissolvido (COD). RTP.
  • Sonda regista níveis de radioatividade a 400 m da fronteira de Portugal/Espanha. Até agora os dados medidos estão alinhados com as medidas oficiais da APA e não são preocupantes. AZU.
  • A França vai encerrar todas as suas centrais a carvão até 2023. The Independent.
  • Uma comissão nomeada pelo governo sueco recomendou que as companhias aéreas que operam na Suécia devem pagar um imposto entre 9 e 47 dólares por passageiro e voo para compensar a poluição climática. Reuters.
  • A refinaria da ExxonMobil Corp, em Baton Rouge, Louisiana, onde quatro trabalhadores morreram queimados no incêndio de 22 de novembro, há muito tempo não era objeto de manutenção adequada, denuncia a Louisiana Bucket Brigade, citada pela Reuters.
  • A cidade de Salem despejou o equivalente a 33 piscinas olímpicas de esgoto no rio Willamette na tarde do Dia de Ação de Graças e na manhã seguinte, na sequência de fortes chuvas que sobrecarregaram a rede de esgotos. Statesman Journal.

Reflexão – Reciclagem: indicadores da OCDE

Imagem extraída daqui.

A maioria dos países conseguiu reduzir a produção de resíduos! Portugal aumentou-a ligeiramente. Sinal de progresso, segundo «lentes» enviesadas?

Imagem extraída daqui.

Apenas a Áustria e a Finlândia reduziram os níveis de reciclagem dos resíduos produzidos pelos seus municípios. 

Panorama do Ambiente 2015, indicadores da OCDE
Conclusões principais 
  • Os países da OCDE emitem muito mais dióxido de carbono per capita do que a maioria das outras regiões, com 9,6 toneladas por pessoa em comparação com 3,4 toneladas por pessoa no resto do mundo. Com as políticas atuais, prevê se que as emissões globais de CO2 atinjam o triplo daquilo que seria necessário para limitar o aumento a longo prazo das temperaturas a 2°C. 
  • As emissões de óxido de enxofre e de óxido de azoto mantêm a sua tendência de descida como resultado das poupanças de energia, substituição de combustíveis, controlo da poluição e progresso técnico. 
  • Em metade dos países da OCDE, mais de 90% da população está exposta a concentrações de partículas finas acima das quais foram observados efeitos nocivos para a saúde. Estas partículas penetram profundamente nos pulmões e podem conter metais pesados e substâncias orgânicas tóxicas. 
  • A procura de água está a aumentar. As captações de água doce mantiveram se estáveis devido a uma utilização mais eficiente e a políticas de preços mais adequadas, mas também devido a uma maior exploração de fontes de água alternativas, nomeadamente, a reutilização e a dessalinização da água. Apesar de muitos países mostrarem uma dissociação relativa entre as captações de água e o crescimento do PIB, num terço dos países os recursos de água doce estão sob tensão média a elevada, e são muitos os países que têm de lidar com faltas de água locais ou sazonais. As alterações climáticas podem vir exacerbar essas faltas, incluindo nos países que beneficiam de um abastecimento de água fiável. 
  • Perto de 80% da população dos países da OCDE usufrui de tratamento das águas residuais por parte do Estado. Muitos países estão agora a deparar se com custos crescentes com a requalificação das redes de abastecimento de água e de saneamento devido ao envelhecimento das mesmas. 
  • A geração de resíduos municipais abrandou a partir de 2000. Uma pessoa que habite na zona da OCDE gera, em média, 520 kg de resíduos por ano; este valor representa menos 30 kg do que em 2000, mas mesmo assim mais 20 kg do que em 1990. Apesar de os resíduos serem, cada vez mais, lançados de novo na economia através da reciclagem, os aterros sanitários continuam a ser o principal método de eliminação em metade dos países da OCDE
  • As ameaças à biodiversidade estão a aumentar. Há muitas espécies animais e vegetais ameaçadas nos países da OCDE, designadamente em países com uma população e uma densidade de infraestruturas elevadas. Na América do Norte e na Europa, os terrenos agrícolas e as aves de floresta diminuíram cerca de 30% em 40 anos. Há muitas florestas ameaçadas de degradação, fragmentação e conversão para outros tipos de utilização. 
  • A intensidade energética continuou a melhorar ao longo do período 2000-14. As energias renováveis são cada vez mais utilizadas, em especial na Europa. As energias renováveis representam 21% da produção elétrica na OCDE (15,6% em 2000), e quase 9% da oferta total (6% em 2000). Mas os combustíveis fósseis continuam a dominar a oferta (80%). 
  • Na maioria dos países da OCDE, as taxas de crescimento do tráfego rodoviário foram superiores às do crescimento económico. Os esforços por parte dos países no sentido da promoção de veículos mais ‘limpos’ têm sido, em larga medida, contrariados por um aumento do parque automóvel e do trânsito, o que resulta num maior consumo de combustíveis e num aumento da poluição. 
  • A área ocupada por terrenos agrícolas diminuiu em quase todos os países. A percentagem de terras dedicadas à agricultura biológica continua a ser reduzida, pouco acima dos 2%; as percentagens tendem a ser mais elevadas na União Europeia, alcançando os 10% a 17% em alguns países. 
  • A percentagem de investimento em energias renováveis no total do investimento em energia aumentou de 8% para 24%. 
  • A aplicação de taxas ambientais está a aumentar, mas continua a ser limitada quando comparada com os impostos sobre o trabalho. As receitas que geraram representaram cerca de 1,6% do PIB em 2013, onde predominam os impostos sobre a energia (69%) e sobre os veículos motorizados e os transportes (28%). As variações nas taxas dos impostos sobre a energia, as desigualdades nos sinais de preço, os níveis reduzidos da fiscalidade sobre os combustíveis que têm impactos elevados sobre o ambiente, e as isenções sobre os combustíveis utilizados em alguns setores dificultam a transição para uma economia de baixo carbono. Há muitos países que continuam a aplicar à gasolina impostos mais elevados do que os aplicados ao gasóleos, e a percentagem de impostos sobre os preços da utilização final é geralmente mais elevada para as famílias do que para a indústria.

Mão pesada

Foto de Screen Grab/BBC
  • A Strabane Developments Limited, em Tyrone, Irlanda do Norte, foi multada em 2 mil libras por descarga de efluentes tóxicos para linha de água. Tyrone Times.
  • A UK Wood Recycling Ltd, de Manchester, foi multada em 143 mil libras por violação de regras de gestão de resíduos. GovUK.
  • A CITGO Petroleum Corporation e a PDV Midwest Refining, LLC foram multadas em cerca de 2 milhões de dólares por poluição do ar por pera da sua refinaria de Lemont, no Illinois. Foram ainda intimadas a investir 4 milhões em projetos e equipamentos para resolver os problemas detetados. EPA.
  • A Suzuki foi multada em 2 milhões de dólares por importar e comercializar modelo de moto de 2012 que não respeitava os padrões de emissões e por apresentar relatórios manipulados. EPA.
  • A Billings Diesel and Marine Services, Inc foi multada em 41 mil dólares por descarga de efluentes de lavagem de navios no mar.  EPA.

Bico calado

Imagem recolhida aqui.
  • «O anúncio de que o cronista Vasco Pulido Valente voltará, a partir da próxima semana, a ter “COLUNA”… é publicidade enganosa! Mesmo que lhe arranjassem uma emprestada, não a saberia usar!!!» Samuel Quedas, FB.
  • «”O que está hoje em causa é a passagem de uma rádio que se limitou durante anos ao papel de gira-discos, e por isso sucumbiu, ao estatuto dúbio de escoadouro sonoro de uma empresa cervejeira. Ou seja, da passagem de rádio vira discos a rádio vira copos.” Que isso tenha acontecido com o beneplácito da ERC mostra o estado a que chegou a regulação dos media em Portugal e a necessidade urgente de um novo modelo de regulação. O silêncio generalizado sobre este escândalo só foi quebrado pela concorrência das bebidas, tendo em conta a dificuldade em adoptar esquemas semelhantes. Possivelmente, estão a ser pouco optimistas, porque os poderes que autorizaram a rádio superbock não terão dificuldade em viabilizar a rádio vinho tinto ou o canal aguardente velhaJoão Alferes Gonçalves in Clube de Jornalistas.